insanya

É por medo que eu calo quando devia falar. É por medo que eu digo que gosto, eu sinto um pouco mais que só “gostar”. É por medo que eu abraço, solto e corro um pouco, deixo a distância crescer, depois abraço de novo e assim sucessivamente. É por medo que eu digo “não”. Pra evitar mais cicatrizes. O medo é quem colocou essas armaduras ao meu redor, garantindo que assim é menor o risco de se machucar. Se fosse antigamente, eu me jogaria no desconhecido e diria que posso voar. Hoje eu me vejo sempre num risco de queda livre. Não se há garantias. Nunca há. Olha, eu ainda carrego coisas bonitas no peito. A ilusão não me tirou esse gosto pela vida e a fé no amor, e eu tenho medo de perder isso que restou de bonito aqui. Muito já foi levado. Tenho medo do imprevisível, da desorientação. Todos temem o desconhecido. Me dá a mão. Tenho tanto medo, eu sei. Desculpa. Mas tudo se resume a isso: quando calo, quando me afasto, quando falo o que não quero falar, no fundo, é tudo medo do amor. É… é medo do amor.

"Para me agradar não é preciso um anel de diamantes, jantares caros, sapatos de grife, carro do ano, cobertura com vista para o mar ou viagens para o exterior uma vez por mês. Para me agradar não é necessário abrir a porta do carro, beijar a minha mão ou me enviar 200 rosas colombianas. Para me agradar não é necessário fazer declarações de amor em redes sociais, escrever poema romântico ou cantar uma música embaixo da minha janela. Para me agradar só é necessária uma coisa: me perceber.
Não sou tão difícil assim, já que costumo dizer de muitas formas o que me agrada e o que fica entalado na minha garganta. Já fui muito medrosa, estúpida, imatura. Já joguei, fiz drama, cena e barraco. Já bati porta, desliguei telefone, devolvi presentes e rasguei cartas. Mas eu cresci. E junto com essa nova mulher surgiu uma vontade imensa de ter uma relação madura, serena e tranquila.
Sei que nem sempre as relações são pura calmaria. Às vezes bate um vento forte que sacode a canoa. Mas a gente precisa ter equilíbrio e força para mantê-la na imensidão do oceano. Se relacionar é para os corajosos.
O dia-a-dia faz com que a gente acabe deixando de lado coisas que são tremendamente importantes em uma relação, como o cuidado e o carinho nas pequenas coisas e ações. O outro está, sim, ao seu lado para tudo. Mas ele não tem que suportar todo o seu lado ruim.
O filme “Separados pelo casamento” retrata de forma engraçada algumas situações vividas por um casal. A esposa pede que o marido lave a louça. Ele diz que já vai (e não lava nunca), ela se indigna e diz “eu só quero que você queira lavar a louça”. Eles entram em uma discussão, afinal, ninguém é apaixonado por lavar louça, não é verdade? Mas alguém tem que fazer, além disso a casa não é só de um, é dos dois. Ela pede que ele compre limões para decorar a mesa de jantar e o marido esquece. E os tais limões eram importantes pra ela. A esposa reclama que o marido nunca a levou para assistir um espetáculo de ballet. Ele diz que nunca levou porque odeia ballet. E ela diz que só queria que ele quisesse levá-la, que quisesse fazer algo que a deixaria feliz. São essas pequenas coisas: saber que determinada coisa deixa o outro feliz ou torna a vida dele mais leve e fácil. Esse cuidado com o que o outro pensa, sente e quer.
Um dia já pensei que quem me ama tem que aceitar meu lado ótimo e meu lado péssimo. Mas a coisa não é bem assim. Se eu sei que tenho pontos a melhorar vou me empenhar para isso, afinal, eu mereço e o outro também merece o meu esforço. Se eu sei que determinado comportamento desagrada quem convive comigo, vou me esforçar para melhorar. Se o outro já deixou claro suas insatisfações, vou colocar a mão na consciência, analisar a situação com toda a clareza e sinceridade e vou procurar ser melhor para ele. É claro que a gente não deve ser o que esperam que sejamos. Por isso, falo da importância dessa autoanálise: isso realmente tem sentido? Posso realmente me melhorar? Se isso é muito importante para ele será que não é algo que nem me dou conta que faço? É primordial tentar se ver de fora, com outros olhos.
A gente tem a mania de achar que é perfeito ou que faz o possível. Mas tenho uma notícia pra dar para você: sempre podemos fazer mais. Sempre podemos nos esforçar mais. Isso não quer dizer que você não seja bom, só que você pode dar mais um ou dois passos.”

Clarissa Corrêa

Na segurança da sua cama e no abraço caloroso do seu travesseiro, as lágrimas podem cair — e que caiam o tempo necessário para que o expulsem de seu corpo. O que é engraçado é que você não está chorando porque ele se foi. Chora porque sua inocência e sua pureza foram tiradas à
força. Aquela menina que acreditava em contos de fadas e sonhava com um amor para sempre desaparece. Ela aprende a dar ponto nas feridas abertas e esperar que elas se tornem apenas cicatrizes.
Aprende a reconstruir um coração partido e isso, talvez, seja a maior lição de sua vida.
Será que agora você entende a importância de ter o seu coração dilacerado por algum idiota?
Cair menina, se reerguer mulher.
E isso só o amor que machuca pode fazer por você. Se já passou por isso, parabéns por essa conquista. Se ainda não viveu nada disso, prepare-se. É necessário.

"Mulheres nascem sabendo amar — criaturas tão frágeis e inocentes. Elas têm aquela pureza no olhar, aquele brilho que ilumina qualquer escuridão. O coração das mulheres nasce de portas abertas e com
um tapete de boas-vindas. Elas crescem escutando histórias sobre príncipes e princesas, gostam de rosa e acham que o amor é a causa e a solução de todos os problemas. Também admiram os próprios pais e sonham com o dia em que serão iguais a eles, ou com o dia em que serão diferentes (já que o divórcio está em alta atualmente). A verdade é que mulheres vivem em um conto de fadas que não existe. Que nunca existiu. Que está ultrapassado e fora de moda.
Ah, me esqueci de dizer que as mulheres tendem a ter uma fé inabalável. Acreditam até o fim, e se o fim chega por que não começar de novo? E elas acreditam, sonham e se agarram a esperanças, até o momento em que ele aparece.
Ele aparece porque ele sempre aparece mesmo, não tem jeito. No livro de cabeceira de todas as garotas sempre há um capítulo dedicado a ele — o canalha que partiu seu coração. Como sempre, ele chega de mansinho, pede para entrar, faz a sala, a cama e ocupa todo o espaço. De repente todas as músicas parecem que foram feitas para vocês e que seu estômago vai explodir cada vez que se veem. O olhar se torna vago, a fome desaparece e até uma aula de Biologia soa poética. Aos poucos você esquece quem é, o que quer e quais sonhos tem. Isso é o “amor”!
O “amor” pode ser perigoso se ingerido em doses altas. E, quando acaba o estoque, pode ser fatal.
Finalmente chega o dia que irá mudar sua vida para sempre. Ele se aproxima com um discurso planejado, daqueles que a gente treina em frente ao espelho para não sair do tom. Enquanto cospe
desculpas e frases feitas na sua cara, você não consegue escutar nada do que ele diz porque está concentrada demais em não deixar que as lágrimas desçam assim tão facilmente. Não na frente dele. E
você apenas sorri e acena com a cabeça — já que isso é o máximo que o seu corpo pode dar em retribuição ao que você não compreende. Não há forças para pedir que ele fique, muito menos para contestar sua decisão — ela já foi tomada. Vocês se espedem.
O caminho de casa nunca pareceu tão desgastante, e seus passos nunca soaram tão pesados. Sente o coração sangrando e expulsando qualquer vestígio de amor que possa existir ali dentro. E isso é dor.
Rasga o peito.
Só mais cinco minutinhos. Você consegue, menina."

Não se apega, não - I.Freitas  pg 15

"Gostamos de acreditar que tudo ainda pode mudar, que ainda pode ser como antes, que ainda pode existir faísca em meio aos destroços do incêndio. No entanto, a verdade é que uma vez que a água apagou o fogo, dificilmente ele se alastrará novamente. Dar fim a etapas não é necessariamente um sinal de fracasso. Minha ideia é que é preciso
comemorar o que foi positivo e seguir de cabeça erguida para a próxima. Numa boa.
A vida é uma sequência de etapas, fases e conquistas. Relacionamentos não são nada mais que isto: fases seguidas de conquistas."

Não se apega, não - I.Freitas  pg 14

"Choquei uma pá de amigos que consideravam meu namoro perfeito. Parece que, pra muita gente, basta estar namorando pra tudo parecer uma novela das nove. Quem me via no cinema rindo do filme ao lado dele não imaginava quão infeliz eu estava.
As pessoas que se sentiam “solitárias” ao observar meu relacionamento do lado de fora da redoma não sabiam como eu me sentia só lá dentro. Eu estava vazia, e esse vazio começava a triturar meu estômago, que antes era habitado por borboletas coloridas e esvoaçantes dos mais diversos tamanhos. Eu estava me destruindo para poder manter um relacionamento. E, olha, não vale a pena."

Não se apega, não - I.Freitas  pg - 14

"Loucos são os que mantêm relacionamentos ruins por medo da solidão. Loucos são os que aguentam desaforo seguido de desaforo para não se verem sós, em suas próprias companhias. Eu não tenho medo de ficar sozinha, afinal, nasci assim… Qual é? Tá, talvez eu tenha lá um pouquinho de medo de ficar sozinha, talvez isso seja mesmo normal… Mas não posso aceitar a ideia da total dependência de um namorado; eu preciso aprender a viver sem estar com alguém do meu lado."

Não se apega, não. - I. Freitas pg- 13

"

1 Odiar as pessoas não leva a nada. O ódio corrói nosso coração e o deixa fraco pra receber amor.

2 Fingir que sou insensível e que não me importo não funciona. Eu me importo, sim. E eu choro muito também. E que se dane o que as pessoas pensam disso.

3 Não adianta tentar segurar as pessoas na nossa vida. Se elas precisam ir, deixe que se vão. O que for de verdade, volta. Se você vai querer de volta, bem, isso a gente não tem como saber, né?

4 Mudar as pessoas não é algo que esteja a seu alcance. As pessoas só mudam quando querem mudar. E, geralmente, elas não querem.

5 Fugir das coisas não me livra delas. Só agenda o sofrimento mais para a frente.

6 As pessoas são falsas, e sempre que tiverem uma oportunidade vão te apunhalar pelas costas. Pelo menos grande parte delas. É que ser verdadeiro é muito difícil.

7 Amigo de verdade é raro e 90% daqueles que você considera “amigos” são apenas morcegos sugadores de felicidade.

8 Os homens não são todos iguais. Alguns apenas ainda não amadureceram, assim como as mulheres.

9 O amor não é brega. Brega são os que não dão uma chance ao amor.

10 Desistir do outro não é fracassar. É ter a consciência de que algumas pessoas simplesmente não valem o seu esforço. Se não há reciprocidade não é amor. É insistência.

11 A saudade é a urgência de amar.

12 A maioria não está sempre certa. Às vezes a perfeição jaz na exceção.

13 Sorrisos são sempre bem-vindos. Mesmo que dados por um desconhecido na rua.

14 O mundo gira. Nenhuma tristeza é tão eterna que não deixe um espacinho para a felicidade.

15 Cair de cara no chão é normal. O difícil é saber se reerguer com um sorriso no rosto.

16 Quem é inteiro não precisa procurar pela sua metade.

17 Deixar o passado no passado é realmente muito difícil. Mas precisamos disso para seguir em frente.

18 Eu não preciso ser a “única’’ de ninguém. Preciso ser a única de mim.

19 É preciso acreditar nas pessoas, mesmo quando nem elas mesmas acreditam.

20 Ter a urgência de ser feliz te impede de ser realmente feliz. Deixe que a vida aconteça, porque ela acontece quando estamos distraídos demais para planejá-la…

"

Não se apega, não - I. Freitas

"Ela fazia todo mundo rir com suas danças esdrúxulas, suas caretas bizarras e seu raciocínio incomum, mas por dentro ela sabia que todo mundo ria e ia embora, logo ela estaria de volta ao seu solitário e chato planetinha neurose."

Tati Bernardi. 

Já faz algum tempo que não sei mais o que fazer. São muitos desajustes que borbulham aqui dentro. No peito, um tremor que só assusta e atormenta. Na cabeça, inúmeras sensações fazem coro, peso e devastam tudo que passa pela frente, me deixando sem saída. As preocupações batem incisivamente na porta, em busca de respostas. Reviro o baú de informações, não encontro nada que justifique esse caos interno. Viver se torna a cada dia mais inquietante. Momentos de paz e tranquilidade são quase uma raridade. O medo me sufoca, os devaneios se acumulam, as dúvidas não me deixam dormir serena. Sinto saudade, estranheza, necessidade de me ter de volta. Sinto dor por estar presa nessa teia maligna. Sinto desespero por estar em um labirinto escuro, sem ninguém para me pegar no colo e dizer fica calma, isso vai passar. Isso não passa. Isso vai e volta. Isso muda de cara, de nome, de força. Isso cresce e se transforma. Mas isso nunca me deixa. Então eu reúno meus pedacinhos, que já estão cansados dessa luta diária e sem fim, e continuo a caminhada. Porque sei que isso vai passar, afinal, me ensinaram que tudo na vida passa.

(Espero que seja logo.)

- Clarissa Corrêa

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(Fonte: intravhaineuse)

"Só que aí eu acabei mudando. E foi mudança aos poucos, porque até hoje me dou conta de coisas minhas que já não estão mais lá e, quem roubou, eu jamais vou saber. O sorriso mudou e a vontade de sorrir pra qualquer pessoa também, graças a Deus. Foi por sorrir tanto de graça que eu paguei tão caro por todas as coisas que me aconteceram. Às vezes me pego olhando ao meu redor e vendo tanta menina parecida comigo. Tanto sentimento gritando de bocas caladas e escorrendo de peles secas. Tanta coisa acontece com a gente. Tanta gente passa pela gente, mas tão pouca gente realmente fica. E eu sei que, talvez, eu tivesse que ficar triste. Talvez eu tivesse que continuar secando lágrimas, abraçando o vento e rindo no vácuo, mas o fato é que eu não consigo. Eu não consigo mais ser triste só para mostrar que um dia eu fui - ou achei que tivesse sido - feliz. Aprendi com os meus próprios erros que sofrer não torna mais poético, chorar não deixa mais aliviado e implorar não traz ninguém de volta. Aprendi também que por mais que você queira muito alguém, ninguém vale tanto a pena a ponto de você deixar de se querer. Eu que gritei para tantas pessoas ficarem, hoje só quero mesmo é que elas sumam de uma vez por todas. E em silêncio, que é pra ninguém ter porque se lamentar."

Tati Bernardi.

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(Fonte: Mashable)

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sinobug:

Tiger Beetle (Cosmodela aurulenta)

family Cicindelinae

The tiger beetles are a large group of beetles known for their aggressive predatory habits and running speed. The fastest species of tiger beetle can run at a speed of 9 km/h (5.6 mph), which, relative to its body length, is about 22 times the speed of former Olympic sprinter Michael Johnson,the equivalent of a human running at 480 miles per hour (770 km/h).
They live along sea and lake shores, on sand dunes, around lakebeds and on clay banks or woodland paths, being particularly fond of sandy surfaces. Tiger beetles are considered a good indicator species and have been used in ecological studies on biodiversity.

Pu’er, Yunnan, China

See more Chinese beetles on my Flickr site HERE

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sinobug:

Stinging Nettle Slug Caterpillar (Cup Moth)

family Limacodidae

These caterpillars are custom built with every conceivable self-protection device imaginable.

Bright, garish colors which are like danger signs in nature saying “I taste awful” or “I am loaded with poison; multiple stinging barbs which inflict painful and persistent burning rashes (on humans anyway); false eyes pointing in every direction to say ” I see you, you can’t surprise me”; a head end that looks the same as the rear end so there can be no potential surprise attack from behind; and specific to the Limacodid caterpillars (who actually have no true legs, hence the slug in their name), a sticky adhesive underside that makes them very difficult to prise off their food plant.

With that in mind, stinging nettle caterpillars are often not hard to find. They don’t conceal themselves day or night and will often be in the most conspicuous of locations. Basically, they have little to fear.

Pu’er, Yunnan, China

View my other images of Limacodid Caterpillars from China (Beijing and Yunnan) in my Flickr set, Limacodid (Cup Moth) Caterpillars.